Sinto muito mas não me esperem

5.6.09

Olá 24 e adeus 23 (até sempre).






Foi o resto da vida

Vinte mil pessoas e só lá estava eu. Todos te aplaudiram. Forte, tranquilo. Inconsequente mas verdadeiro. Desapontado, magoado. Enraivecido, esperançoso.
Sorriste, mas não para todos.
Trinta mil pessoas e só lá estava eu.

26.5.09

Homens do meu país

Vans Authentic nos pés!
(at www.vans.eu)

8.5.09

Guia (nocturno) para um fim de semana sem arrependimentos

Em caso de dúvida, não se faça acompanhar pelo seu telemóvel. Deixe-o em casa a descansar!

5.5.09

Em muitos casos, o ego de um homem será inversamente proporcional à sua altura.

28.4.09

'Seja dono do seu banco'


SIGNO DE GÉMEOS: "É o mais complexo de todos os signos. As palavras que melhor o definem são movimento e inteligência. A coisa que mais teme é a rotina e o aborrecimento. Não consegue estar concentrado a fazer uma só coisa. É empreendedor e muito trabalhador. Gosta de provocar, mas evita o confronto directo. Tem dificuldade em lidar de frente com as situações difíceis, prefere contorná-las com astúcia. Precisa da mudança, sente-se atraído pelas situações de perigo. Adora conversar e viajar. É frequente encontrá-lo a escrever, a desenhar, a cantar ou a pintar. Atrai o sexo oposto com a maior das facilidades. Como é muito cerebral, tem um controlo absoluto sobre a sua sexualidade."

Espaço Divulgação do mês



(um orgulho desmesurado)

27.4.09

Att: Caríssima Autora

What kind of a f*ckin idiot are you?!

24.4.09

Aos meus queridos amigos (estas conhecemo-las bem!)

Caro leitor,

Se começa a sentir-se deprimido com a aparente soturna vontade da autora em escrever de forma escura e lúgubre, trazemos-lhe boas novas de remédio que é santo: compre um porco e uma guitarra e vá cantar para o metro, que a rede bem precisa!

A autora, essa, vai ver se toma um cházinho da Escócia para acalmar os nervos, já que o sol que se faz sentir ignora os boatos de pioria do tempo para o fim-de-semana e adivinha uma vida de sorrisos e conquistas.

Obrigada.

21.4.09

Duas vezes, pela última vez

A parte mais difícil é aquela em que me lembro de ti.
Um momento de combustão.
Os olhos deixam de ver-te mas não param de olhar-te.
As mãos, tensas, fecham-se. Os dentes acompanham-nas.
Faço força, muita força, mas como caio se me esquecer, lembro-me se deixar de pensar.

A parte mais difícil é pensar.
A parte mais difícil é aquela em que deixo de acreditar no que pode destruir-nos. O pensamento mata-nos a alma e faz-nos desmaiar.

Errado é não continuar. Errado é perder e não esquecer e há quem não consiga dizer a verdade.

23.3.09

A good recipe for life!


(perdoem-me o estrangeirismo)

17.3.09

Um sentido inesperado

Quando caiu a ficha, no fim da estrada, no fim da linha, separou-se-lhe a alma da vida e deixou de ser humano. Sem alma não podia sentir e sem vida não podia caminhar.
Olhou ao seu redor e nada lhe pareceu familiar, nem um traço, nem um sorriso, nem um olhar e girou o corpo. Para trás avistavam-se pegadas, provavelmente suas, que em linha recta se estendiam até ao horizonte, até onde a fraca condição em que estava não o permitia mais voltar.
Fechou e abriu os olhos, estava num lugar solarengo e seco, sem verdura, sem cheiros, sem pessoas. Sentiu-se só e, contrariando o sentimento, voltou a girar sobre o seu eixo e continuou em frente.

Passaram-se algumas luas e, quando os pés eram já descalços, cruzou-se com o narrador que escreveu a sua história. Contou-lhe como havia ficado sem vida e sem alma, num único instante, e como acordara sem nada que o fizesse lembrar-se de onde vinham as pegadas que marcavam o chão desidratado. Contou-lhe como tinha sede e fome de si, de voltar a existir, e de como sozinho esquecera a fala e aprendera linguagem gestual.
Enquanto reaprendia os sons, o narrador ouvia, escrevia… e cativava-se. Eram sons melodiosos, eram histórias sem par, era uma solidão intensa e tão profunda que se sentiu ser puxado e enterrado em tão grande erma.

Guardou a esferográfica, abriu o coração e deu ao desconhecido os seus sapatos, decidido a acompanhar descalço aquele destino.

14.3.09



(P.S.: Recomenda-se uma dose diária de gapingvoid!)

11.3.09

Baby loves music

9.3.09

Sábado e 2 dias mais

Nem sequer foi muito difícil saber quem ele era. Esperei 6 meses e uns dias à porta de sua casa. Nem sequer foi muito difícil.
Um dia pedi-lhe um cartão-de-visita. Noutro, pedi-lhe que me permitisse tocar-lhe as mãos e no que se seguiu quis tirar-lhe uma fotografia. A resposta foi sempre ‘não’ mas os meus olhos perceberam que ‘sim’.
Podiam chamar-me impaciente, mas eu esperei 6 meses e uns dias para o conseguir ver e nem sequer foi muito difícil saber quem ele era.

Conseguir encontrá-lo na vida real foi um trabalho árduo. Por vezes imagino que é fruto da minha imaginação.
Mas não, ele sabe o meu nome, sabe que gosto de preto, que os meus lábios são cor de rosa e até sabe a que soa a minha voz. E comunicamos. Fomos feitos para coexistir.

6.3.09

desaparecido a 10 de Janeiro desaparecimento deu origem a uma onda de solidariedade que não conseguem explicar desaparecimento crime extraordinário caso noite de lua cheia pessoa calma, bem-disposta sair à noite percurso Landeskriminalamt Berlim saíam dos bares espécie de buraco negro pontes Ostbahnhof cartazes com o rosto cidade mestrado concluído tese do rapto contrato de trabalho permanente estranhamente calmo 'Tchau' de que gostamos não tem pistas corpo Afonso Tiago fundo do rio Spree Afonso Tiago Afonso Tiago Afonso Tiago família

4.3.09

Sugestão cultural do mês

Já ouviu dizer?..

2.3.09

Ele não fuma, não sei se dança, olha e eu adoro..

10.2.09

Vamos brincar aos namorados?


(anónimo..)

27.1.09

Or do you?

'You're so gay and you don't even like boys'

Katy Perry

26.1.09

Depois de acordares

Olhos cansados, envoltos no fumo do cigarro que colaste aos teus lábios.
Negros, profundamente marcados. Amarelos, claros, tristes, não mais alegres. E a linha do teu perfil alterada.
Na testa a tua agonia, nas tuas mãos um bilhete de avião.
O teu cabelo enrolado, um castanho diferente.
As tuas unhas partidas, sempre partidas, bonitas.
Repulsa.
A mesma camisola de sempre, de outra cor e os teus braços compridos… macios…
O cheiro, o cheiro que não se foi embora. Cipreste, orvalho e morangos gelados.

Não penses que não sei o que fizeste, não consideres que não sabem quem tu és. Não me enganas com a tua voz, não me enganas. Estou de olhos fechados.

Eu subi os degraus até ao último patamar. Tu ficaste sentado, como sempre, tu e o teu cigarro. Eu toquei nas pedras, senti-lhes a forma, atirei-as ao ar e devolvi-as.
Tu sorriste, simplesmente.

Orelhas impostoras, ofensivas, presentes.
E não me deixas envenenar-te, afogar-te, não me deixas respirar.
Perco o fôlego e os teus velhos olhos não se mexem. Divertes-te.
Meço-te em meses, divides-te em 4 (quatro).

Apaga-se a luz. Escureço.

14.1.09

Quando chegar a altura

Não sinto.
Tenho medo de sentir.
Tenho medo de não chegar.
Não tenho medo de viver.
Tenho medo do escuro.
Tenho medo de estar só.
Não tenho medo de estar sozinha.
Tenho medo de perder.
Tenho medo de não mais saber amar.

Tenho medo de me libertar.
Não tenho medo de explorar.
Tenho medo de me libertar.
Não tenho medo de sorrir.
Tenho medo de me libertar.
Não tenho medo de dizer.
Tenho medo de falar.
Tenho medo de vida para além da morte.
Tenho medo de não parar.
Tenho medo de não descobrir.
Tenho medo de não reconhecer.
Tenho medo de vos ver partir.

Mas tenho medo de sentir, tenho medo de sentir.
Não quero ser feliz.
Quero que me deixem em paz, deixem-me viver.
Porque eu não tenho medo de viver.
Tenho medo de não saber viver.

5.1.09

'Wishlist' para 2009


Faço anos em Maio, obrigada.

31.12.08

Resolução de ano novo?

Beijo na boca.

22.12.08

Simplicidade

Preto e branco. Preto e branco. Preto e branco. Preto e branco. Preto e branco. Preto e branco. Preto e branco. Preto e branco. Preto e branco. Preto e branco. Preto e branco. Preto e branco. Preto e branco. Preto e branco. Preto e branco. Preto e branco. Preto e branco. Preto e branco. Preto e branco. Preto e branco. Preto e branco. Preto e branco. Preto e branco. Preto e branco. Preto e branco. Preto e branco. Preto e branco. Preto e branco. Preto e branco. Preto e branco. Preto e branco. Preto e branco. Preto e branco. Preto e branco. Preto e branco. Preto e branco. Preto e branco. Preto e branco. Preto e branco. Preto e branco.

Untitled

Todas as pessoas têm dupla face,
Eu vejo o preto e o branco,
É comum não gostar do reverso.

Aquilo que uns considerarão absolutamente genial,
Para outros não passará de uma colossal desilusão.

Quero lembrar-me indefinidamente que também Ele sangrou,
Quero entrar no novo ano vestida com roupa interior que lembre a cor,
Quero sair de olhos fechados.

O meu caminho é feito em direcção ao resto da minha vida,
Serei eu, sempre, a decidir.

10.12.08

¡Te quiero Barcelona!




Numa sexta-feira à noite...

'Oh, give me the words...'

9.12.08

7.12.08

Com um 'L'

O teu nome escrito nas paredes e nas vozes das pessoas que falam outras linguas. Ponto e virgula. Os teus olhos que fixavam com ternura, ao longe. Ponto final.

4.12.08

That's the way love goes.

Estranho prazer

Uma conquista, uma vez mais. Uma mudança, duas, três vezes são vezes demais. Gostava de não me conhecer, será que vale a pena conhecer-me? Gostava de poder aproximar-me de mim própria como uma estranha, abordar-me na rua, num bar, num café, num restaurante… e perceber. Valerá a pena, realmente, conhecer seja quem for? E a minha individualidade, existirá?

Todos os dias acontece, todos os dias me encontro e me entrego e todos os dias parto à descoberta. Mas não tinha vontade de descobrir um mundo novo, pelo menos não para já.

Sinto-me feliz. Sou um ser novo, renascido neste instante. Terça-feira serei novamente infeliz. Tragam-me, por favor, mais boas notícias. Acabem com a fome no Mundo, só para começar…


Agridoce. Não quero fazer sentido.

25.11.08

Um dia como nenhum outro

É um dia de fragilidade, um dia de te malquerer. Será um dia de te maldizer. Condeno-te, por me fazeres passar por esse dia. Amaldiçoo-te por viveres e por respirares. Afasto-te porque me esmagas.

24.11.08

21.Nov.2008

"(...)Ítaca guarda sempre em tua mente.
Hás­‑de lá chegar, é o teu destino.
Mas a viagem, não a apresses nunca.
Melhor será que muitos anos dure
E que já velho aportes à tua ilha
Rico do que ganhaste no caminho
Não esperando de Ítaca riquezas(...)"

Constantino Cavafy



P.S.: Sexta-feira celebrou-se o segundo aniversário da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados. Parabéns à Coordenadora da Unidade de Missão para a Rede, Dra. Inês Guerreiro (és a maior inspiração), e a toda a sua equipa pelo trabalho feito e pelos resultados, absolutamente surpreendentes, até aqui alcançados.

21.11.08

19.11.08

Num Mundo ideal eu chego mais perto, descalço as meias e deito-me ao teu lado. Espero um pouco para não te arrefecer e dou-te a mão, que recebes sem hesitações. É agora que os nossos corpos, maleáveis, se movimentam e se aproximam, numa sinfonia ritmada, juntando-se como dois traços de esferográfica que se delineiam. Barafustas um pouco sem que eu emita uma nota e encosto a cabeça ao teu pescoço quente. O sangue corre e, sem abrires os olhos, apertas-me a mão e entrelaças as pernas nas minhas. Pousas os lábios, cansados mas sorridentes, na minha testa, respiramos em uníssono.

(Thank God for gay men with even greater fashion sense!)

18.11.08

(Thank God for gay men with great fashion sense!)

12.11.08

A língua, embriagada

"Quiero emborrachar mi corazón
para borrar un loco amor,
que más que amor es un sufrir…
Y aquí vengo para eso,
a borrar antiguos besos
en los besos de otras bocas…
Si tu amor fue 'flor de un día'
¿porqué causa es siempre mía
esa cruel preocupación?
Quiero por los dos mi copa alzar
para poder asi brindar
por los fracasos del amor!

Nostalgias,
de escuchar tu risa loca
y sentir junto a mi boca
como un fuego tu respiración.
Angustia,
de sentirme abandonada
y pensar que otra a tu lado
pronto, pronto te hablará de amor…

¡Hermana!
Ya no quiero rebajarme,
ni pedirle, ni rogarle,
ni decirle que no puedo más vivir!
Desde mi triste soledad veré caer
las rosas muertas de mi juventud.

Dime, bandoneón, tu tango gris,
quizá a ti te hiera igual
algún amor sentimental…
Llora mi alma de fantoche
sola y triste en esta noche,
noche negra y sin estrellas…
Si las copas traen consuelo
aquí estoy con mi desvelo
para ahogarlos de una vez!
Quiero emborrachar mi corazón
para poder asi brindar
por los fracasos del ayer…"

Concha Buika in Nostalgias

8.11.08

6.11.08

Man-izer



Um destes por dia, nem sabe o bem que lhe fazia..




(Ao pequeno-almoço).

5.11.08

"Barack Obama muda a cor da história"



Vejo um Mundo de todas as cores. Sou feliz.

28.10.08

Todos os sentidos

Distinguiu-a, ao longe, de costas. Aproximou-se e viu-a descalça, sentada na relva, enquanto fundia a temperatura do seu corpo com a da água do lago.
Era uma paisagem linda e a sensação era avassaladora.
Respirou o verde e com ele chegou o cheiro dela. A sua pele adivinhava fruta e orvalho… Fechou os olhos por alguns segundos, inspirou com mais força. E aproximou-se um pouco mais. Tentou não fazer barulho, mas a erva que estalava a cada passo denunciou-o.
Ouvindo-o a pouco mais de um metro de distância, rodou o pescoço e olhou-o nos olhos. Convidou-o a sentar-se.
Sentou-se e o cheiro era mais intenso, era ensurdecedor! E sorriu. Naquele instante deixou a vida para trás, voltou a fechar os olhos e memorizou aquele momento.
Respirou.

27.10.08

Uma viagem ao país das coisas bonitas

Num Universo paralelo.

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You make me laugh 'till the fake teeth I'll have in fifty years all fall out!

26.10.08

Para aquecer os ouvidos



No carro, no inverno ou no fim de semana.

Disturbios mentais

'Existem sentimentos que não podem ser explicados'. Será? Mas porquê?!

Racionalizar torna-se muitíssimo complicado ao encarnarmos um estado de espírito negro, especialmente quando depois da racionalização chegamos ao início, como num ciclo redondo em que tudo o que pesamos na balança nos aponta para uma única verdade.. aquela que era nossa no princípio.

Aquilo que sentimos pode, muitas vezes, levar-nos a dizer coisas muito acertadas. Mas porque acham as pessoas, sempre, que aquilo que dizemos a quente é potencialmente equivalente ao arrependimento, quando já a frio?!

Eu acerto sempre à primeira.

Numa manhã de domingo

Soltou uma gargalhada, voltou a sorrir.

22.10.08

Para os amantes da boa publicidade.. e da Holiday Inn Express!



Aproveito para puxar a brasa à minha sardinha (sorriso).

Tema do mês



Brilhante! Ahahahahahha

16.10.08

Um dia bom

A grande descoberta é que a verdadeira felicidade está nas coisas que muitas das vezes pensamos que estão em segundo lugar na corrida para o bem-estar.

Não é um bilhete que se compre, não é um pacote que se encomende, é uma luz que nos aparece quando estamos acordados… e não a dormir.
Alguns dizem que acontece porque merecemos, mas eu não partilho desta crença. Acredito antes que é um processo perfeitamente aleatório. Tempos houve em que afiançava que há coisas que têm de ser e, como dizia a outra, ‘o que tem de ser tem muita força’. Mas hoje, nada disto me convence.

Um dia bom é um dia como este.

1.10.08

'Amar é também ser altruísta e deixar quem se ama seguir em frente'

Acordou sobressaltado, teve vontade de chorar e pensou por um momento.
Não se lembrava da última vez que tinha acordado com aquele sentimento de perda... "Será que aconteceu alguma coisa?!".

Levantou-se rápido o suficiente para quase perder os sentidos, deixando os joelhos descaírem até à trave da cama, inevitavelmente batendo com eles e ficando marcado. Esperou outro momento, só até sentir-se capaz de dar um passo e, quando o fez finalmente, apercebeu-se da força do que lhe tinha acontecido. Tinha o peito aberto, sabia-o bem, tinha já pressentido o seu destino.

E o sangue escorria…

Teve vontade de gritar mas não tinha voz e, por esta altura, a sua pele era já pálida dada a ausência quase total de sangue no seu corpo.
Teve vontade de vomitar mas não teve força.
Teve, mais uma vez, vontade de chorar, mas os seus olhos estavam secos, tinha chorado a dormir enquanto sonhava com a felicidade.

Pegou então numa agulha e linha e inicou uma tentativa de reanimação do seu próprio coração: “Vou cozê-lo!”. E com a dor adormeceu os sentidos e os seus olhos voltaram a chorar, sentiu paz.
Mas este coração não voltou a bater… e sentiu paz.

Largou a agulha e a linha, sentou-se tranquilo no chão e lentamente deixou-se escorregar pousando a cabeça num tapete ensanguentado. Nada importava.
E sentiu-se mais calmo. Tencionava dormir ali, no dia seguinte acordaria quem sabe sem vida, e sem vida viveria até encontrar novamente um sorriso.
Percebeu que estava às escuras mas era assim que se sentia. Porquê acender a luz?

“Talvez um dia o possa fazer, mas agora quero ficar aqui, não quero sair daqui, deixem-me ficar aqui…”. Ninguém o ouviu.

30.9.08

Às pessoas que nos fazem rir

Passa pelo espelho e, positivamente surpreendido, afirma num tom médio-enternecido: "Oooohhh! Vocês têm aqui uma fotografia minha!!".

22.9.08

I HATE YOUR FN GUTS!!

imagem by Melissa Moss


2.7.08

Quando no deserto criativo, acordo para publicitar

E cito:
'Esta 6ª feira, 4 de Julho, lançamento d' "A Casa do Óscar" (Iplay) no Hot Clube de Portugal, pelas 23h.

This friday, 4th of July, "A Casa do Óscar" 's premìère (Iplay) @ Hot Clube de Portugal.

com/with:

Joana Machado - voz / voice
Bruno Santos - guitarra / guitar
Filipe Melo - piano
Bernardo Moreira - contrabaixo / doublebass
Bruno Pedroso - bateria / drums'

Eu vou! (perceberam a piada?)

6.5.08

21.2.08

Só sei que nada pensei saber

Este mês passo por um período de revelação. É nesta altura que todos questionam a minha verdadeira vocação, se tenho ou não talento, se sou esforçada o suficiente para conseguir alcançar objectivos e se sequer tenho objectivos. É também nesta altura que me desdobro, tento ultrapassar o nervosismo e o medo do falhanço e sorrio, procurando dentro de mim as respostas às perguntas que já a minha mãe fazia quando eu não passava de uma semente.

Será este o destino que uma mãe deseja para um filho, será este o caminho que um pai sonha ver a sua filha percorrer?

Difícil é mesmo compreender o que motiva uma pessoa a aceitar desafios como este. Por exemplo, porque é que um homem, em plena crise de meia-idade, escolhe inscrever-se num ginásio numa tentativa de alcançar o corpo ideal? Porque é que uma cantora de bares, com uma carreira estável (apesar de incógnita, eu sei), opta por gravar um disco e procurar editoras que não estejam apenas dispostas a dizerem-lhe que não? O que leva uma avó solitária, que chora o falecimento do seu companheiro de 56 anos, a deixar a sua casa de livre vontade e a mudar-se para um lar de terceira idade? Fará mesmo parte da vida a vontade de abraçar passos incisivos e alteradores, ou será esta mais uma imposição da sociedade?

Este mês cresci e deixei os meus 22 anos para entrar numa etapa que me vai levar ao futuro. Mas não será muito cedo para pensar no futuro? Não terei eu direito a viver os meus 22 anos na sua total plenitude?
Eu quero grandes coisas, eu alimento-me à base de expectativas, eu tento andar na direcção certa e a verdade é que há coisas que não acontecem por acaso.
Um dia tropeça-se numa mudança que nos leva até à informação relativa a um curso superior de saídas muito promissoras e que, para além de tudo, acende uma luz dentro do desejo. Outro dia passa-se por experiências que nos mostram como a vida pode ser desgastante, mesmo para aqueles que fazem o que fazem por amor. No dia seguinte uma porta abre-se e este movimento deixa-nos espantados, porque nunca esperamos que queiram apostar em nós, que acreditem nas nossas capacidades e desejem a nossa companhia em momentos de grandes desenvolvimentos e operações.

Hoje, o desejo é uma palavra muito forte.

23.11.07

"A felicidade é uma escolha"

Ele: É difícil para mim.
Ela: E pensas que para mim é muito fácil?
Ele: Tu nunca poderias compreender!
Ela: Estás enganado, também eu já fui feliz...
Ele: Não desta forma, não a esta altura...
Ela: A terapia ajudou-me, sabias?!
A outra: Vocês, que pensam que sabem e que já passaram, e que fizeram e que aconteceram.
Ele: Por mim, já me tinha ido embora.
A outra: E porque não foste ainda?
Ele: Não saberia dizer adeus.
A outra: Adeus!
Ele: Não é só uma palavra...

Ela: Vamos beber um copo? Estou pronta.
Ele: Eu também, vou dizer adeus.

20.11.07

O que fazemos pela Hotelaria

Num acto espontâneo e não muito comum da minha parte, resolvi, excepcionalmente, partilhar algo de minha autoria.

As imagens em baixo correspondem a pacotes promocionais de lançamento de um projecto hoteleiro fictício de grupo, no âmbito de duas cadeiras.

Espero que "venda"..








29.10.07

Contemplar

É perfeitamente conveniente falar-se no abstracto. Mais conveniente ainda não me contrariarem. "Do-contra" significa jamais concordar ou sempre, incontornavelmente, discordar. Eu prefiro defini-lo como ser do lado dos que não querem ser tão mecânicos.

22.10.07

Porque todos se sentem como eu

No outro dia passei naquela esquina e "não pode!!!?". Como poderia alguém pensar em fazer-me passar por uma situação daquelas, uma situação sem rémedio publicado?!
Decidi ir em frente e esquecer-me daquela afronta, daquela montra decadentista que lembrava os 'loucos anos 30'. Mas ainda sem acreditar naquela piada de mau gosto, parei e pensei que por mais confiante e independente, mente-aberta e pro-globalização que uma pessoa fosse, nunca poderia de tão frívola forma, apagar tal episódio de sua vida. Voltei atrás, sim, foi o que fiz, alguém tinha de responder e defender a dignidade da comunidade. Eles iam ver com quantos paus se faz uma canoa, que é grão-a-grão mas que a galinha sempre enche o papo!
Que desplante, que humilhação, quem teria tido a coragem de... (!?) Foi então que reparei que outra como eu tinha parado perante o espectáculo, e olhava muito admirada para o que se podia ver a olho nu. Observei-a e depois de algum tempo soltei o derradeiro comentário de desaprovação, em busca de uma aprovação. Pior seria o que viria no segundo posterior. Olhou-me com os seus olhos ternos e calmos e sem qualquer sentido depreciativo acusou-me de não aceitar a evolução, de não compreender o incompreendido. Disse-lhe que se tratava de uma afronta pessoal, de um caso específicamente formulado para me atingir a mim. Chamou-me egoísta, egocêntrica. Eu?! Egoísta?! Eu que se pudesse dava a dízima a comunidade, numa tentativa de igualdade e justiça. Eu, que em pequena repartia o lanche no intervalo. Eu, que por nunca ter sido filha única conhecia bem o significado de ter um irmão tirano e de não ter qualquer controlo sobre nada que alguma vez julgasse ser meu.

Por não conseguir responder retomei o meu caminho, e foi aí que esqueci para sempre aquilo que tinha visto, para me lembrar daquilo que tinha ouvido. Preferia ter ficado com a imagem a cores do que o som a preto e branco, palavras que para sempre marcaram a minha vida.
No final lembrei-me mesmo foi da tranquilidade daquela pessoa e acedi à ideia. Egoísta e egocêntrica, mas na verdade porque a minha opinião não era comum à dela e porque se recusou a aceitá-la.

11.8.07

Numa caixinha daquelas muito pequeninas

...vivia a formiga mãe e rainha, que na sua luta diária contra o sistema conseguia procriar 253 vezes e educar 467 vezes mais.
Numa caixinha um pouco maior, as obreiras passavam em média 6 minutos e meio das suas (curtas) vidas a construir um império valioso para as gerações que diariamente se alistavam na batalha "por uma causa justa", diziam. Felizmente não viviam tempo suficiente para perceberem que todos giravam em torno de ideias que não eram suas e que, como nos EUA, lhes eram impostas pela comunicação social previamente censurada (que, de resto, nunca existiu) e pelos canais de informação totalmente controlados por uma réstia de elite que haveria eventualmente de cair na decadência (tal qual aconteceu no pós-25-de-Abril do mundo dos animais pequenos).
O que interessava mesmo era que todos ouviam atentamente, todos aceitavam e não contestavam porque nunca ninguém lhes havia dito que a vida, na menor parte dos casos, significava liberdade. O que importava era que acreditavam.
Na realidade esta história tem algumas semelhanças com a caixinha inicial. O sumo reside nas entrelinhas.

19.6.07

"13 mulheres"(!)

1. A que forçada se desperta pelas 7h (da manhã) para abrir a porta ao gato perdido que queria ser encontrado;
2. A que abre os olhos para ver que são já 7h10 (novamente da manhã);
3. A que se esqueceu que a hora combinada não era aquela, mas sim a anterior;
4. A que, por não ter vontade nenhuma, trava uma batalha incansável para poder chegar e parece não tão comóda como todas deveriam ter o direito de estar;
5. A que se esquece da bagagem que traz consigo e é recriminada e apontada;
6. A que não quer ser a super-mulher;
7. A que canta e que dança e que entretém;
8. A que não se deita depois de almoço para não parecer mal;
9. A que não consegue ser ouvida;
10. A que fala demasiado;
11. A que chora porque é crónico;
12. A que nunca quis que dependessem dela;
13. A que no dia seguinte recomeça.

P.S.- A que por ser a 14ª não pertence ao grupo.

Terapia ocupacional (a falsidade de uma pretensão)


Pensamentos suicidas, o dia em que o LCD chegou lá a casa


8.6.07

Com uma vontade libertada

Na realidade, e depois de muito perder e ganhar, achou que a vida iria ali acabar. Estava errado, diga-se, estava errado, e foi quando respirou pela segunda vez que percebeu que sempre havia levado o carrasco murmúrio das coisas demasiado a peito.
Diziam os outros que a vontade seria aquela que prevaleceria e que entre os marcadores estrategicamente posicionados encontraria o entulho necessário para sobreviver (facto este que mais tarde não se viria a verificar). A veracidade daquilo que a cabeça transmite em posições incómodas e embaraçosas viria a confirmar-se, visto que o coração acabaria por ser aquele que ficaria em desvantagem. Peças e peças perdidas, umas escondidas e outras que simplesmente um dia haveriam de desaparecer debaixo do 'sol', nunca deixariam que se completasse um ciclo de vida pleno e consciente, cheio e vazio simultaneamente.

Deixou-se ficar ali, então, preferiu não pensar mais naquele dia. Os pensamentos doíam e pesavam, ecoavam.
E com os pés enfiados numa areia fria e imaginária fez uma promessa.

15.5.07

'You're looking very Shane today'



FANTÁSTICO!! Devo admitir que (para uma heterossexual assumida como eu!), I't kinda turned me on...


Depois de algum tempo a generalidade inicia a procura de um pouco de personalidade e atitude.

… AND THIS IS REALITY

"http://andthisisreality.blogspot.com/ é um blog português de nova geração para os portugueses e o mundo sobre Life & Style. É o primeiro blog português a assumir-se como um serviço diário de actualização de informação na área do Estilo."



"Arquitectura, Moda, Cinema, Música, Viagens, Comida são alguns dos temas que '…And This is Reality' aborda nos seus posts."


Agora resta averiguarem...

26.4.07

História, estudo da acção humana ao longo do tempo


O futuro de nem sempre, mas que existiu apenas no pensamento e na vontade.

Never mind the classics

Jimmy o Grande


Electric Ladyland, frente e verso

25.4.07

Adoro música gay!



O BLITZ adianta:






"George Michael em Coimbra dia 12 de Maio

Confirmada actuação do cantor britânico em Portugal.

Está confirmada a actuação de George Michael em Portugal. A estreia do artista britânico acontece no dia 12 de Maio no Estádio Municipal de Coimbra, adianta a promotora Ritmos e Blues. O concerto está previsto para as 21h30 e os preços dos bilhetes variam entre os €35 e os €65.

O cantor britânico vem a Portugal pela primeira vez poucos meses depois de editar uma compilação de êxitos. Twenty Five será com certeza o ponto de partida para um concerto recheado de sucessos da carreira de Michael a solo mas também do repertório dos Wham!."


Obrigada ao primo do Bruno por se casar no referido dia.

Um emaranhado de ideias


E no final, quem diria que as vedações podem ser bonitas?! "Depende daquilo de que nos separam", diriam alguns...

16.4.07

Olhar com olhos de ver


Nos dias que correm precisamos todos de uma ajuda.

E a resolução

Começo um programa intensivo e moroso de 10 dias.
A sua finalidade: perder (quem sabe) os 5 kg que balançam de anca para anca desde o fim do estágio do ano passado e lavar a alma de consecutivas intoxicações de coisas que não são necessárias; As expectativas: nenhuma superior ao que possa provocar uma queda segura em caso de falhanço; A decisão: está ainda a ser tomada.

Se alguém conhecer um grupo de apoio que aceite descrentes em estado crónico, agradeço a sugestão.

É hora

Neste tempo de ausência percebi que a vontade de escrever assim como a de viver e a vida em si partilham um espaço não muito maior do que aquele existente entre as pessoas e residem, assim, num tempo efémero que, tal como a sua realidade, nunca será certo ou seguro, será sempre sem tempo.

Para aqueles que acham que escrever bonito é mais importante do que escrever... importante mesmo é ter tempo.

19.3.07

Uma partilha obrigatória

"No jardim das rosas
De sonho e medo
Pelos canteiros de espinhos e flores
Lá, quero ver você
Olerê, Olará, você me pegar

Madrugada fria de estranho sonho
Acordou João, cachorro latia
João abriu a porta
O sonho existia

Que João fugisse
Que João partisse
Que João sumisse do mundo
De nem Deus achar, Ierê

Manhã noiteira de força viagem
Leva em dianteira um dia de vantagem
Folha de palmeira apaga a passagem
O chão, na palma da mão, o chão, o chão

E manhã redonda de pedras altas
Cruzou fronteira de servidão
Olerê, quero ver
Olerê

E por maus caminhos de toda sorte
Buscando a vida, encontrando a morte
Pela meia rosa do quadrante Norte
João, João

Um tal de Chico chamado Antônio
Num cavalo baio que era um burro velho
Que na barra fria já cruzado o rio
Lá vinha Matias cujo o nome é Pedro
Aliás Horácio, vulgo Simão
Lá um chamado Tião
Chamado João

Recebendo aviso entortou caminho
De Nor-Nordeste pra Norte-Norte
Na meia vida de adiadas mortes
Um estranho chamado João

No clarão das águas
No deserto negro
A perder mais nada
Corajoso medo
Lá quero ver você

Por sete caminhos de setenta sortes
Setecentas vidas e sete mil mortes
Esse um, João, João
E deu dia claro
E deu noite escura
E deu meia-noite no coração
Olerê, quero ver
Olerê

Passa sete serras
Passa cana brava
No brejo das almas
Tudo terminava
No caminho velho onde a lama trava
Lá no todo-fim-é-bom
Se acabou João

No Jardim das rosas
De sonho e medo
No clarão das águas
No deserto negro
Lá, quero ver você
Lerê, lará
Você me pegar"

'Matita Pêre' - Tom Jobim
Composição: Antonio Carlos Jobim / Paulo Cesar Pinheiro

(P.S.: Porque todos os dias sou um pouco Rita, um pouco Marta e um pouco Luísa. Mas a pessoa que quero, essa, é sempre a mesma).

Inspiração procura-se


Para tomar entre as refeições principais.

Para guardar na gaveta



Depois de assistir ao assassinato de um bom argumento pelo típico sabor hollywoodesco, apimentado (ou não), pela tão desejada história de amor entre os dois bonitinhos da fotografia... acaba em beleza com uma música com o seu 'quê' de moralismo que acompanhada os créditos, protagonizada pelos (prováveis) maiores consumidores do 'bling bling' (sem nunca desvalorizar a qualidade musical dos artistas em questão).

Notável a referência à responsabilidade do consumidor na averiguação da qualidade e proveniência dos diamantes que se compram diariamente.

12.3.07

Crónicas de uma mulher menstruada

[Ela] - AAAAArrrrgggghhhhh EEEEEEERRRRRrrrrrr!!!! FF=/(&#$$#" PAH C&%32#" P=)8/&/&$ JG%$/&=( AAAAuuuueererggjhjj!

7.3.07

E finalmente...

Aos meus queridos colegas de DGOT por uma noite muito revivalista, pelo futebol, pelo jantar e por me ensinarem a jogar Poker (uma vocação que descobri!).

Obrigada.

Obrigada ainda


Mana e cunhado, por mais uma hora de boa música no Olga Cadaval, na passada sexta-feira (dia 2 de Março).

Obrigada também

À rádio Oxigénio, por nos ter presenteado com a batalha da Joana e do João.

Parabéns.

Obrigada




Porque no fim do dia 'a união faz a força'.

26.2.07

Parte II - O Regresso

Raras vezes senti o que aqui sinto.

Nasci e voltei a viver, e a vossa presença é sempre o mais importante. Não que não viva diariamente a viva na sua imensidão interminável, na sua agitação constante até ao finalíssimo e derradeiro raio de luz. Não que não sorria pela existência, feliz sempre e cada vez mais. Não que não sinta na sua plenitude a brisa do mar do Guincho e o cheiro das sete colinas.

Mas simplesmente porque aqui me escondo e me volto a encontrar, aqui saio e retorno, aqui voo e plano no céu, por cima de todas as pessoas e de todas as coisas. Gosto do anonimato e do anonimato ainda maior.

Raras vezes senti o que aqui sinto.




(Espanha, Barcelona, Born)

16.2.07

Mentira do momento

'Só consigo estudar se tiver música no plano de fundo...'

15.2.07

Batalhas de um dia normal - esta é a selva da vida comum

Veres-te no meio da patagónia e para onde quer que olhes… pessoas loucas e deformadas. Uma tempestade que avisa um segundo Katrina, e os olhos doem, tal o estado de concentração transportado dentro de uma cabeça perfeitamente cansada e alucinada. Palavrões para todos os lados, arrependes-te de ter ficado a espera da tv shop para te levantares em direcção ao sagrado descanso. Derradeiramente… um apito (uma vez mais) e apercebes-te que tens 10km de insanidade mental para reabastecer, antes de (propositadamente) estoirar o ridículo ser que no meio do caos resolve ter um acidente! E preparas-te para vomitar os cds que nunca mais te deste ao trabalho de mudar.

Chegada ao destino tens ainda de enfrentar todos aqueles que, por motivos de solidariedade com pessoas entorpecidas com a exaustão que é viver o quotidiano, deveriam manter-se em segredo de justiça por tempo indeterminado.

Ao final da tarde é o 'vê se me aturas'.

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