Sinto muito mas não me esperem

7.4.10

Essência vs. Personalidade

Lembra-te de quem és. Sempre e em todo o lado.

20.3.10

Very american mood

Underaged sluts, these days, are so much more entertaining then they were, back in the days.. never seize to amaze me! Autch!

Just don't ever let me catch my little princess sister acting slutie. I wiiiiill kill her! Good thing she's a bright and educated young thing.

Mãos ao alto enquanto desistes e voltas ao ponto de partida. Esta vez como de todas as 36 anteriores. E não tenho nada a dizer que te impeça de cair.
Não sou nada, não existe um 'eu'. Hoje sou uma sombra negra.
Amanhã serei novamente a luz do sol.

18.3.10

Quem?

"If you're sleeping with someone who has a 10 pack of toothbrushes in their bathroom, you're probably not the only one..."

Anónimo

15.3.10

Lição do dia

Bombons de chocolate com teor alcoólico: sempre fora do horário de expediente.

9.3.10

Mood: terça-feira, e sol

O caminho sem direcção

Eduque e valorize os seus filhos: acabe com a necessidade de afirmação social por via do recurso ao autoritarismo e à capacidade de inferiorizar os que, de certa forma, por circunstancias familiares, de carácter, de cultura, etc., são mais fracos e têm menor capacidade de se imporem e de vencerem a insegurança.

Proteja-os dos outros mas sobretudo de si próprios. Dê-lhes as ferramentas necessárias à construção de uma auto-estima maior que a vontade de subjugar os pares.

8.3.10

Dentro de água



Fim de tarde na Praia Grande, Outubro 2009

7.3.10

Uma escolha, não uma condição

Por todas as vezes que se olharam nos olhos e quiseram chorar, por tantas outras vezes que à noite partilharam a cama sem se encontrarem, sem se tocarem. Pelas vezes em que choraram sem ninguém os ver. Pelas alturas em que pensaram que seguir em frente numa curva era o melhor caminho, os momentos em que desejaram o mal um do outro. As vezes em que estranharam o próprio reflexo no espelho, os momentos em que gritaram ‘NÃO FOI CONTIGO QUE EU ESCOLHI FICAR’. De cada vez que se arrostaram sem medo e abriram a alma para falar a verdade (e o arrependimento que se seguiu, uma vez ou outra), sempre que se abordaram e sentiram o toque de um ser estranho, repelente. Por cada mentira dita sem pensar, por cada desculpa encontrada para esconder o sofrimento de uma felicidade acabada. Pelas alturas em que entraram no mar sem olhar para trás, as ocasiões em que conduziram sós até ao final da linha, onde tudo é escuro e sombrio, eles e a música da rádio, eles e os pensamentos frios e soturnos. Pelas noites em que se embriagaram até que a cabeça se lhes adormecesse, as manhãs em que não quiseram chegar a casa. Os dias em que não se cruzaram, os dias seguintes em que tiveram que se enfrentar.

Não por isto, mas pelo que fez com que nunca desistissem.

F*CK OFF!!

Será quando tiver que ser.

A escrever: o quê?

Se aquilo que escreves pode sempre ser diferente do que dizes, será que prorroga aquilo que sentes?

Eu sei, sei que a banda sonora que te acompanha em cada letra que marcas com tinta virtual (tinta virtual?!...) inspira a grandes epopeias. Mas isso não te dá permissão para me atormentares! Ou será das diferenças de clima?

Não gosto que sejamos parecidos, não gosto que gostemos de complicar, não gosto que falemos nos mesmos termos, não gosto. Mas isto és tu, e sou eu.
Odeio quando tentam ser intelectuais, quando inventam histórias que se baseiam em romances baratos que, sim, até pode ser que sejam do Woody Allen (por serem dele deixam de ser baratos?!), e gosto menos ainda quando expõem toda esta pseudo-existência, na ilusão de que as pessoas comem toda a porcaria que lhes dão e só porque lhes é oferecido!

Gosto que não estejas nestas últimas linhas.

P.S.: Digo-te depois.

31.12.09

CAMALEÓNICOS!

Que foi de mim nesta viagem?
Chegados ao fim, foi de mim um sorriso de volta?
Que será de mim, comecei por dizer. Foi de mim uma vida expedita, acabo por gritar.
Não verto uma lágrima, não esboço um sorriso. Sou fria por dentro. Sou ‘quente, muito quente’, quando abro a boca.
Sou inteligente.
Nem cócegas tenho, acabaram por descobrir.
Assim mesmo sou feliz, todas as vezes.. ou talvez um dia de cada vez.

Tão mais rica fiquei quantas as vezes em que não considerei.
Tão maior será o meu futuro quanto a vontade que tive de os abraçar.

Este ano próximo abrirei a alma. Talvez não, talvez ninguém queira saber.
Continuarei a luta? Uma mulher como eu não desiste nunca..

Sentir, sentir tanto mais que as vezes em que picaram o bilhete.
Sentir mais nas entranhas, não deixar nunca mostrar cá fora.
Descobrir que os meus olhos são verdes, não antes camaleónicos.
Aprender a dizer CAMALEÓNICOS!
Aprender que não sei escrever CAMALEÓNICOS!
Retomar a minha relação com o espelho.. estivemos separados, ele e eu.
Reconquistar a minha bolha.

E um desejo medrante.

13.12.09

Conselho do ano: a não perder.


Kasper Björk

12.12.09

Sim.











9.12.09

Hello: Moto.








4.11.09

"My heart is yearning, but Paris is burning"

Previsão de um fim de semana com 10 graus no exterior e 30 no interior. Diversão muita, sorrisos, passeios, jantares, cafés, lojas, sorrisos, chuva esperemos que não, noite, champagne, caras bonitas, caras desconhecidas, ruas conhecidas, montras conhecidas, ruas desconhecidas, bicicletas, a Monalisa, chineses e japonas, máquinas fotográficas, fotografias, sorrisos, risos, pensamentos vazios, pensamentos de arte, de caras desconhecidas, hotéis, flores, sabrinas, casacos quentes, capuccinos (reticências).

29.10.09

Americans!


18.10.09


by Sofia Paulino

30.9.09

Querido blog,



Olha o que chegou hoje no correio para mim..



19 dias úteis de uma espera muito sofrida! Que bom, este fim de semana, que é prolongado, será, também, intelectualmente muito estimulante (epah, oh pa mim a falar caro!).

P.S.: Juro que não me esqueci de ti;
P.S.2: Estou a considerar isolar-me do mundo, cortando qualquer ligação ao exterior através de redes de networking (aipah, lá estou eu outra vez!);
P.S.3: Descobri que a única coisa que o Pilates faz é alongar-me e aliviar-me das dores deixadas pelo Body Pump (o objectivo era ajudar a diminuir os efeitos nocivos das duas fatias de bolo de laranja que comi depois do jantar!);
P.S.4: Uma semana de férias são duas semanas a menos daquilo que toda a gente devia poder tirar de seguida e, de preferência, no mês de Setembro;
P.S.5: Wakeskating e bmx são os meus dois novos desportos favoritos (depois de F1, claro);
P.S.6: Adoro o meu trabalho.

27.7.09

Por esse país fora


Meu.

Forget Leika. Meet wakeskating.





















O fantástico Danny Hampson

Ponto

Expectativa sobe, segue-se a desilusão. Corpo engana, expectativa volta a subir, segue-se novamente a desilusão (desta vez com uma parte de irritação e tristeza!).
Uma vez mais a mente é inebriada e os olhos abrem, a boca sorri, a pulsação acelera, para.. descobrir que é sempre o mesmo, que as ilusões vivem no nosso imaginário.

21.7.09




Obsessão do mês








17.7.09

Ele há coisas

Parem de falar do aborto, por favor. Esta questão não vos pertence.

12.7.09

9.7.09

Sem querer traduzir à letra

Uma vez por outra há um raio que cai. Infelizmente, nem sempre cai no sítio certo se não um bocadinho ao lado.

29.6.09

A vida de uma lagarta

Ao percorrermos uma estrada que não nos é familiar, a origem de aquilo que vamos encontrar nem sempre está garantida, aliás, arrisco afirmar que não estará em caso algum.
Há eventos que nos estão predestinados, alinhados com a nossa alma desde o momento em que nascemos. Estes caminham calmamente ao nosso lado, puxando-nos para aquilo que é certo que faremos antes de morrer. Outros sucedem aleatoriamente e estes parecem-nos mais custosos, pois injustiçam aquilo em que acreditamos. São ricos na moeda de troca do mercado da aprendizagem, requerem uma pós-introspectiva que delibere sobre a verdadeira causa pela qual se nos defrontam. Aqui forma-se um ponto de paragem.
Os pontos de paragem são essenciais. Ninguém poderá tão preponderantemente orgulhar-se de ter chegado ao fim com o todo da sabedoria, sem que tenha parado. Os pontos de paragem levar-nos-ão continuamente em frente, outras vezes obrigar-nos-ão a virar (não é importante para que lado nos levam) e outras, inclusive, far-nos-ão retornar. Os pontos de paragem nunca são fáceis.
Finalmente, no caminho (e é permitido que se absorva a palavra no seu sentido mais metafórico), podemos lutar ainda com um evento que não nos estava predestinado mas que também não tem origem aleatória. São eles colocados por algum motivo subjacente (e os mais esotéricos acreditarão que estes nos são enviados pelos anjos que nos guardam).
O motivo é sempre forte. Forte o suficiente para cobrir a nossa falsa inocência, para nos premiar por actos nobres, para nos compensar de perdas fatais. Forte o suficiente para que passemos pela metamorfose, pela mutação ou até pela aculturação.
A seriedade da coisa dorme sobre a capacidade de decisão. Eu hoje decidi acordar, decidi respirar, decidi abrir os olhos e até decidi trabalhar com mais intensidade. Eu amanhã decidirei levantar-me de manhã, decidirei estar bem-humorada, decidirei fazer escolhas. Não sei se vou escolher avançar, se, por outro lado, vou escolher desistir, se vou escolher virar à direita, se vou escolher voltar para trás.

Seja qual for o cenário que encontrar, amanhã o caminho continuará a ser pedregoso.

24.6.09

Quando a porta a fechar se faz ouvir chegam as reflexões e, possivelmente, algumas conclusões.
Quando ao longe ecoam os últimos passos, apagam-se as concepções e tudo é deixado em aberto, novamente.

23.6.09

12.6.09

No geral

"Não costuma ser, mais ou menos, por volta desta altura do mês que as gajas têm o período?!"

9.6.09

FYI: Ó menina, pare de rir!

Ombak Bagus = ondas boas/altas ondas;
Susu Bagus = boas mamas/altas mamas;
Ombak Besar = ondas grandes;
Susu Besar = mamas grandes.


(Ao meu querido Pedro, sem o qual eu nunca progrediria para o Ser mestiço cultural que sou mais, a cada dia que passa.)

8.6.09

Ó menina, sente-se aí.

Quando falha a bateria do ipod e me vejo obrigada a ligar o fm, tenho medo, dão-se-me os suores frios! Quando escolho não o fazer e sou, assim, deixada só, sem supervisão, com os meus pensamentos, temo pela vida dos que me rodeiam (no geral).

Hoje consegui chegar ao fim de mais um dia que começou com o cenário negro supramencionado. Parabéns a mim. Obrigada.

5.6.09

"A Renársia AKA Laura (eu pessoalmente gosto de Raquel)".

Quando o Sol bate na soleira e aqui estás

Do alto da tua luta.
Por baixo da inspiração.
Um lugar pequeno e sem importância.
Um espaço gigantesco, um trago sem ar.
Soluço e observo.
Perguntas e eu respondo.
Não tens medo do mar, mas tens medo da vida.
E amas, amas tanto. Tanta paixão.
Mas não o conheces, o amor. Vives solitário.
Vejo-te nos teus olhos, escondido.
Vejo-me, nos teus olhos.
(Enfatuada!)

Olá 24 e adeus 23 (até sempre).






Foi o resto da vida

Vinte mil pessoas e só lá estava eu. Todos te aplaudiram. Forte, tranquilo. Inconsequente mas verdadeiro. Desapontado, magoado. Enraivecido, esperançoso.
Sorriste, mas não para todos.
Trinta mil pessoas e só lá estava eu.

26.5.09

Homens do meu país

Vans Authentic nos pés!
(at www.vans.eu)

8.5.09

Guia (nocturno) para um fim de semana sem arrependimentos

Em caso de dúvida, não se faça acompanhar pelo seu telemóvel. Deixe-o em casa a descansar!

5.5.09

Em muitos casos, o ego de um homem será inversamente proporcional à sua altura.

28.4.09

'Seja dono do seu banco'


SIGNO DE GÉMEOS: "É o mais complexo de todos os signos. As palavras que melhor o definem são movimento e inteligência. A coisa que mais teme é a rotina e o aborrecimento. Não consegue estar concentrado a fazer uma só coisa. É empreendedor e muito trabalhador. Gosta de provocar, mas evita o confronto directo. Tem dificuldade em lidar de frente com as situações difíceis, prefere contorná-las com astúcia. Precisa da mudança, sente-se atraído pelas situações de perigo. Adora conversar e viajar. É frequente encontrá-lo a escrever, a desenhar, a cantar ou a pintar. Atrai o sexo oposto com a maior das facilidades. Como é muito cerebral, tem um controlo absoluto sobre a sua sexualidade."

Espaço Divulgação do mês



(um orgulho desmesurado)

27.4.09

Att: Caríssima Autora

What kind of a f*ckin idiot are you?!

24.4.09

Aos meus queridos amigos (estas conhecemo-las bem!)

Caro leitor,

Se começa a sentir-se deprimido com a aparente soturna vontade da autora em escrever de forma escura e lúgubre, trazemos-lhe boas novas de remédio que é santo: compre um porco e uma guitarra e vá cantar para o metro, que a rede bem precisa!

A autora, essa, vai ver se toma um cházinho da Escócia para acalmar os nervos, já que o sol que se faz sentir ignora os boatos de pioria do tempo para o fim-de-semana e adivinha uma vida de sorrisos e conquistas.

Obrigada.

21.4.09

Duas vezes, pela última vez

A parte mais difícil é aquela em que me lembro de ti.
Um momento de combustão.
Os olhos deixam de ver-te mas não param de olhar-te.
As mãos, tensas, fecham-se. Os dentes acompanham-nas.
Faço força, muita força, mas como caio se me esquecer, lembro-me se deixar de pensar.

A parte mais difícil é pensar.
A parte mais difícil é aquela em que deixo de acreditar no que pode destruir-nos. O pensamento mata-nos a alma e faz-nos desmaiar.

Errado é não continuar. Errado é perder e não esquecer e há quem não consiga dizer a verdade.

23.3.09

A good recipe for life!


(perdoem-me o estrangeirismo)

17.3.09

Um sentido inesperado

Quando caiu a ficha, no fim da estrada, no fim da linha, separou-se-lhe a alma da vida e deixou de ser humano. Sem alma não podia sentir e sem vida não podia caminhar.
Olhou ao seu redor e nada lhe pareceu familiar, nem um traço, nem um sorriso, nem um olhar e girou o corpo. Para trás avistavam-se pegadas, provavelmente suas, que em linha recta se estendiam até ao horizonte, até onde a fraca condição em que estava não o permitia mais voltar.
Fechou e abriu os olhos, estava num lugar solarengo e seco, sem verdura, sem cheiros, sem pessoas. Sentiu-se só e, contrariando o sentimento, voltou a girar sobre o seu eixo e continuou em frente.

Passaram-se algumas luas e, quando os pés eram já descalços, cruzou-se com o narrador que escreveu a sua história. Contou-lhe como havia ficado sem vida e sem alma, num único instante, e como acordara sem nada que o fizesse lembrar-se de onde vinham as pegadas que marcavam o chão desidratado. Contou-lhe como tinha sede e fome de si, de voltar a existir, e de como sozinho esquecera a fala e aprendera linguagem gestual.
Enquanto reaprendia os sons, o narrador ouvia, escrevia… e cativava-se. Eram sons melodiosos, eram histórias sem par, era uma solidão intensa e tão profunda que se sentiu ser puxado e enterrado em tão grande erma.

Guardou a esferográfica, abriu o coração e deu ao desconhecido os seus sapatos, decidido a acompanhar descalço aquele destino.

14.3.09



(P.S.: Recomenda-se uma dose diária de gapingvoid!)

11.3.09

Baby loves music

9.3.09

Sábado e 2 dias mais

Nem sequer foi muito difícil saber quem ele era. Esperei 6 meses e uns dias à porta de sua casa. Nem sequer foi muito difícil.
Um dia pedi-lhe um cartão-de-visita. Noutro, pedi-lhe que me permitisse tocar-lhe as mãos e no que se seguiu quis tirar-lhe uma fotografia. A resposta foi sempre ‘não’ mas os meus olhos perceberam que ‘sim’.
Podiam chamar-me impaciente, mas eu esperei 6 meses e uns dias para o conseguir ver e nem sequer foi muito difícil saber quem ele era.

Conseguir encontrá-lo na vida real foi um trabalho árduo. Por vezes imagino que é fruto da minha imaginação.
Mas não, ele sabe o meu nome, sabe que gosto de preto, que os meus lábios são cor de rosa e até sabe a que soa a minha voz. E comunicamos. Fomos feitos para coexistir.

6.3.09

desaparecido a 10 de Janeiro desaparecimento deu origem a uma onda de solidariedade que não conseguem explicar desaparecimento crime extraordinário caso noite de lua cheia pessoa calma, bem-disposta sair à noite percurso Landeskriminalamt Berlim saíam dos bares espécie de buraco negro pontes Ostbahnhof cartazes com o rosto cidade mestrado concluído tese do rapto contrato de trabalho permanente estranhamente calmo 'Tchau' de que gostamos não tem pistas corpo Afonso Tiago fundo do rio Spree Afonso Tiago Afonso Tiago Afonso Tiago família

4.3.09

Sugestão cultural do mês

Já ouviu dizer?..

2.3.09

Ele não fuma, não sei se dança, olha e eu adoro..

10.2.09

Vamos brincar aos namorados?


(anónimo..)

27.1.09

Or do you?

'You're so gay and you don't even like boys'

Katy Perry

26.1.09

Depois de acordares

Olhos cansados, envoltos no fumo do cigarro que colaste aos teus lábios.
Negros, profundamente marcados. Amarelos, claros, tristes, não mais alegres. E a linha do teu perfil alterada.
Na testa a tua agonia, nas tuas mãos um bilhete de avião.
O teu cabelo enrolado, um castanho diferente.
As tuas unhas partidas, sempre partidas, bonitas.
Repulsa.
A mesma camisola de sempre, de outra cor e os teus braços compridos… macios…
O cheiro, o cheiro que não se foi embora. Cipreste, orvalho e morangos gelados.

Não penses que não sei o que fizeste, não consideres que não sabem quem tu és. Não me enganas com a tua voz, não me enganas. Estou de olhos fechados.

Eu subi os degraus até ao último patamar. Tu ficaste sentado, como sempre, tu e o teu cigarro. Eu toquei nas pedras, senti-lhes a forma, atirei-as ao ar e devolvi-as.
Tu sorriste, simplesmente.

Orelhas impostoras, ofensivas, presentes.
E não me deixas envenenar-te, afogar-te, não me deixas respirar.
Perco o fôlego e os teus velhos olhos não se mexem. Divertes-te.
Meço-te em meses, divides-te em 4 (quatro).

Apaga-se a luz. Escureço.

14.1.09

Quando chegar a altura

Não sinto.
Tenho medo de sentir.
Tenho medo de não chegar.
Não tenho medo de viver.
Tenho medo do escuro.
Tenho medo de estar só.
Não tenho medo de estar sozinha.
Tenho medo de perder.
Tenho medo de não mais saber amar.

Tenho medo de me libertar.
Não tenho medo de explorar.
Tenho medo de me libertar.
Não tenho medo de sorrir.
Tenho medo de me libertar.
Não tenho medo de dizer.
Tenho medo de falar.
Tenho medo de vida para além da morte.
Tenho medo de não parar.
Tenho medo de não descobrir.
Tenho medo de não reconhecer.
Tenho medo de vos ver partir.

Mas tenho medo de sentir, tenho medo de sentir.
Não quero ser feliz.
Quero que me deixem em paz, deixem-me viver.
Porque eu não tenho medo de viver.
Tenho medo de não saber viver.

5.1.09

'Wishlist' para 2009


Faço anos em Maio, obrigada.

31.12.08

Resolução de ano novo?

Beijo na boca.

22.12.08

Simplicidade

Preto e branco. Preto e branco. Preto e branco. Preto e branco. Preto e branco. Preto e branco. Preto e branco. Preto e branco. Preto e branco. Preto e branco. Preto e branco. Preto e branco. Preto e branco. Preto e branco. Preto e branco. Preto e branco. Preto e branco. Preto e branco. Preto e branco. Preto e branco. Preto e branco. Preto e branco. Preto e branco. Preto e branco. Preto e branco. Preto e branco. Preto e branco. Preto e branco. Preto e branco. Preto e branco. Preto e branco. Preto e branco. Preto e branco. Preto e branco. Preto e branco. Preto e branco. Preto e branco. Preto e branco. Preto e branco. Preto e branco.

Untitled

Todas as pessoas têm dupla face,
Eu vejo o preto e o branco,
É comum não gostar do reverso.

Aquilo que uns considerarão absolutamente genial,
Para outros não passará de uma colossal desilusão.

Quero lembrar-me indefinidamente que também Ele sangrou,
Quero entrar no novo ano vestida com roupa interior que lembre a cor,
Quero sair de olhos fechados.

O meu caminho é feito em direcção ao resto da minha vida,
Serei eu, sempre, a decidir.

10.12.08

¡Te quiero Barcelona!




Numa sexta-feira à noite...

'Oh, give me the words...'

9.12.08

7.12.08

Com um 'L'

O teu nome escrito nas paredes e nas vozes das pessoas que falam outras linguas. Ponto e virgula. Os teus olhos que fixavam com ternura, ao longe. Ponto final.

4.12.08

That's the way love goes.

Estranho prazer

Uma conquista, uma vez mais. Uma mudança, duas, três vezes são vezes demais. Gostava de não me conhecer, será que vale a pena conhecer-me? Gostava de poder aproximar-me de mim própria como uma estranha, abordar-me na rua, num bar, num café, num restaurante… e perceber. Valerá a pena, realmente, conhecer seja quem for? E a minha individualidade, existirá?

Todos os dias acontece, todos os dias me encontro e me entrego e todos os dias parto à descoberta. Mas não tinha vontade de descobrir um mundo novo, pelo menos não para já.

Sinto-me feliz. Sou um ser novo, renascido neste instante. Terça-feira serei novamente infeliz. Tragam-me, por favor, mais boas notícias. Acabem com a fome no Mundo, só para começar…


Agridoce. Não quero fazer sentido.

25.11.08

Um dia como nenhum outro

É um dia de fragilidade, um dia de te malquerer. Será um dia de te maldizer. Condeno-te, por me fazeres passar por esse dia. Amaldiçoo-te por viveres e por respirares. Afasto-te porque me esmagas.

24.11.08

21.Nov.2008

"(...)Ítaca guarda sempre em tua mente.
Hás­‑de lá chegar, é o teu destino.
Mas a viagem, não a apresses nunca.
Melhor será que muitos anos dure
E que já velho aportes à tua ilha
Rico do que ganhaste no caminho
Não esperando de Ítaca riquezas(...)"

Constantino Cavafy



P.S.: Sexta-feira celebrou-se o segundo aniversário da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados. Parabéns à Coordenadora da Unidade de Missão para a Rede, Dra. Inês Guerreiro (és a maior inspiração), e a toda a sua equipa pelo trabalho feito e pelos resultados, absolutamente surpreendentes, até aqui alcançados.

21.11.08

19.11.08

Num Mundo ideal eu chego mais perto, descalço as meias e deito-me ao teu lado. Espero um pouco para não te arrefecer e dou-te a mão, que recebes sem hesitações. É agora que os nossos corpos, maleáveis, se movimentam e se aproximam, numa sinfonia ritmada, juntando-se como dois traços de esferográfica que se delineiam. Barafustas um pouco sem que eu emita uma nota e encosto a cabeça ao teu pescoço quente. O sangue corre e, sem abrires os olhos, apertas-me a mão e entrelaças as pernas nas minhas. Pousas os lábios, cansados mas sorridentes, na minha testa, respiramos em uníssono.

(Thank God for gay men with even greater fashion sense!)

18.11.08

(Thank God for gay men with great fashion sense!)

12.11.08

A língua, embriagada

"Quiero emborrachar mi corazón
para borrar un loco amor,
que más que amor es un sufrir…
Y aquí vengo para eso,
a borrar antiguos besos
en los besos de otras bocas…
Si tu amor fue 'flor de un día'
¿porqué causa es siempre mía
esa cruel preocupación?
Quiero por los dos mi copa alzar
para poder asi brindar
por los fracasos del amor!

Nostalgias,
de escuchar tu risa loca
y sentir junto a mi boca
como un fuego tu respiración.
Angustia,
de sentirme abandonada
y pensar que otra a tu lado
pronto, pronto te hablará de amor…

¡Hermana!
Ya no quiero rebajarme,
ni pedirle, ni rogarle,
ni decirle que no puedo más vivir!
Desde mi triste soledad veré caer
las rosas muertas de mi juventud.

Dime, bandoneón, tu tango gris,
quizá a ti te hiera igual
algún amor sentimental…
Llora mi alma de fantoche
sola y triste en esta noche,
noche negra y sin estrellas…
Si las copas traen consuelo
aquí estoy con mi desvelo
para ahogarlos de una vez!
Quiero emborrachar mi corazón
para poder asi brindar
por los fracasos del ayer…"

Concha Buika in Nostalgias

8.11.08

6.11.08

Man-izer



Um destes por dia, nem sabe o bem que lhe fazia..




(Ao pequeno-almoço).

5.11.08

"Barack Obama muda a cor da história"



Vejo um Mundo de todas as cores. Sou feliz.

28.10.08

Todos os sentidos

Distinguiu-a, ao longe, de costas. Aproximou-se e viu-a descalça, sentada na relva, enquanto fundia a temperatura do seu corpo com a da água do lago.
Era uma paisagem linda e a sensação era avassaladora.
Respirou o verde e com ele chegou o cheiro dela. A sua pele adivinhava fruta e orvalho… Fechou os olhos por alguns segundos, inspirou com mais força. E aproximou-se um pouco mais. Tentou não fazer barulho, mas a erva que estalava a cada passo denunciou-o.
Ouvindo-o a pouco mais de um metro de distância, rodou o pescoço e olhou-o nos olhos. Convidou-o a sentar-se.
Sentou-se e o cheiro era mais intenso, era ensurdecedor! E sorriu. Naquele instante deixou a vida para trás, voltou a fechar os olhos e memorizou aquele momento.
Respirou.

27.10.08

Uma viagem ao país das coisas bonitas

Num Universo paralelo.

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You make me laugh 'till the fake teeth I'll have in fifty years all fall out!

26.10.08

Para aquecer os ouvidos



No carro, no inverno ou no fim de semana.

Disturbios mentais

'Existem sentimentos que não podem ser explicados'. Será? Mas porquê?!

Racionalizar torna-se muitíssimo complicado ao encarnarmos um estado de espírito negro, especialmente quando depois da racionalização chegamos ao início, como num ciclo redondo em que tudo o que pesamos na balança nos aponta para uma única verdade.. aquela que era nossa no princípio.

Aquilo que sentimos pode, muitas vezes, levar-nos a dizer coisas muito acertadas. Mas porque acham as pessoas, sempre, que aquilo que dizemos a quente é potencialmente equivalente ao arrependimento, quando já a frio?!

Eu acerto sempre à primeira.

Numa manhã de domingo

Soltou uma gargalhada, voltou a sorrir.

22.10.08

Para os amantes da boa publicidade.. e da Holiday Inn Express!



Aproveito para puxar a brasa à minha sardinha (sorriso).

Tema do mês



Brilhante! Ahahahahahha

16.10.08

Um dia bom

A grande descoberta é que a verdadeira felicidade está nas coisas que muitas das vezes pensamos que estão em segundo lugar na corrida para o bem-estar.

Não é um bilhete que se compre, não é um pacote que se encomende, é uma luz que nos aparece quando estamos acordados… e não a dormir.
Alguns dizem que acontece porque merecemos, mas eu não partilho desta crença. Acredito antes que é um processo perfeitamente aleatório. Tempos houve em que afiançava que há coisas que têm de ser e, como dizia a outra, ‘o que tem de ser tem muita força’. Mas hoje, nada disto me convence.

Um dia bom é um dia como este.

1.10.08

'Amar é também ser altruísta e deixar quem se ama seguir em frente'

Acordou sobressaltado, teve vontade de chorar e pensou por um momento.
Não se lembrava da última vez que tinha acordado com aquele sentimento de perda... "Será que aconteceu alguma coisa?!".

Levantou-se rápido o suficiente para quase perder os sentidos, deixando os joelhos descaírem até à trave da cama, inevitavelmente batendo com eles e ficando marcado. Esperou outro momento, só até sentir-se capaz de dar um passo e, quando o fez finalmente, apercebeu-se da força do que lhe tinha acontecido. Tinha o peito aberto, sabia-o bem, tinha já pressentido o seu destino.

E o sangue escorria…

Teve vontade de gritar mas não tinha voz e, por esta altura, a sua pele era já pálida dada a ausência quase total de sangue no seu corpo.
Teve vontade de vomitar mas não teve força.
Teve, mais uma vez, vontade de chorar, mas os seus olhos estavam secos, tinha chorado a dormir enquanto sonhava com a felicidade.

Pegou então numa agulha e linha e inicou uma tentativa de reanimação do seu próprio coração: “Vou cozê-lo!”. E com a dor adormeceu os sentidos e os seus olhos voltaram a chorar, sentiu paz.
Mas este coração não voltou a bater… e sentiu paz.

Largou a agulha e a linha, sentou-se tranquilo no chão e lentamente deixou-se escorregar pousando a cabeça num tapete ensanguentado. Nada importava.
E sentiu-se mais calmo. Tencionava dormir ali, no dia seguinte acordaria quem sabe sem vida, e sem vida viveria até encontrar novamente um sorriso.
Percebeu que estava às escuras mas era assim que se sentia. Porquê acender a luz?

“Talvez um dia o possa fazer, mas agora quero ficar aqui, não quero sair daqui, deixem-me ficar aqui…”. Ninguém o ouviu.

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